Inovação e bolsas de estudos no exterior são prioridades para Ciência e Tecnologia

chalitaO ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, afirmou que as prioridades da pasta para 2013 incluem o Plano Inova Empresa, que visa fomentar programas empresariais de inovação tecnológica, e a continuidade do Programa Ciência sem Fronteiras. A meta deste programa para o ano será conceder cerca de 25 mil bolsas para estudantes de engenharia e de ciências naturais em universidades estrangeiras.

Segundo o ministro, o recém-lançado Plano Inova Empresa prevê investimentos de R$ 32,9 bilhões para impulsionar a inovação tecnológica, a produtividade e a competitividade em setores estratégicos da economia, como cadeia agropecuária, energia, petróleo e gás, saúde, complexo aeroespacial, e tecnologia da informação e da comunicação (TICs). Os recursos serão aplicados neste ano e em 2014. “Todos os editais serão lançados até maio”, informou.

O plano será gerido por comitê gestor, que inclui representantes da Casa Civil, do Ministério da Ciência e Tecnologia, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, do Ministério da Fazenda e da recém-criada Secretaria da Micro e Pequeno Empresa. Dentro do plano, será criada a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), na qual será aportado R$ 1 bilhão até o próximo ano. “Não será bem uma empresa, mas uma organização social, que vai ajudar não apenas a financiar, como organizar os programas de inovação das empresas”, explicou. “A organização vai aproximar instituições de pesquisas e empresas”, completou.

 

Ciência sem Fronteiras

Lançado em 2011, o Programa Ciência sem Fronteiras já concedeu 23,8 mil bolsas. De acordo com Raupp, a meta é completar 50 mil bolsas concedidas em 2013 e 100 mil até 2015. Ele ressaltou que, deste total, 75 mil bolsas são de responsabilidade do setor empresarial, que ajuda a financiar o programa. A visão do ministro é de que a iniciativa privada deve, cada vez mais, participar do desenvolvimento do País. “A competitividade das empresas hoje está associada a sua capacidade de criar novos produtos e novos serviços”, disse. “Esse é um grande desafio para o Brasil, que não tem a tradição da inovação”, completou.

Conforme o ministro, outro programa associado a esse é o Portal do Emprego – sistema criado para facilitar a alocação dos estudantes egressos do Ciência sem Fronteiras em universidades, institutos e empresas que desenvolvem atividades no Brasil. “Não queremos que nossa mão-de-obra especializada seja alocada apenas em outros países”, observou. Nesse sentido, o ministério está focando também em programa antigo da pasta, chamado RHAE – Pesquisador na Empresa, que apoia a fixação de pesquisadores em empresas. Em 2012, R$ 60 milhões foram alocados para o programa.

Fonte: Agência Câmara Notícias

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