Deputado Celso Jacob preside audiência pública sobre normas de qualidade do ensino superior à distância

Encontro aconteceu na Comissão de Educação e contou com a presença de representantes do MEC e de entidades ligadas ao Ensino Superior, além de especialistas em educação

O deputado federal Celso Jacob (MDB-RJ), membro da Comissão de Educação da Câmara, presidiu, nesta quinta-feira (22/11), audiência pública para discutir as propostas do grupo de trabalho responsável por atualizar as normas referenciais de qualidade da Educação Superior à Distância. O grupo foi instituído pela Portaria n° 50/2018, do Ministério da Educação (MEC). Participaram do encontro representantes do ministério e de entidades ligadas ao Ensino Superior, além de especialistas. Entre outros pontos, destacaram a necessidade das normas estarem em consonância com as novas tecnologias e o mundo digital e um maior controle na criação de polos de ensino à distância para preservar a qualidade do ensino.

Celso Jacob disse que as normas referenciais de qualidade precisam acompanhar as mudanças da sociedade na forma de consumir informação. Lembrou que o ensino à distância requer mais disciplina do aluno em relação ao ensino presencial e comentou o preconceito ainda existente em torno dessa modalidade de ensino.

“É muito mais difícil estudar à distância do que presencial, porque você tem que ter responsabilidade própria. Não tem fiscalização. No presencial, você vai em um determinado horário e estuda. É muito mais fácil. Alguém regula para você”, disse. “Mas ainda há um preconceito. Não sabem se o diploma à distância tem o mesmo valor. Nós estamos no mundo virtual, então, o ensino à distância deveria estar no topo”, acrescentou.

O parlamentar destacou, também, a importância do ensino superior à distância por alcançar cidades menores onde não há faculdades presenciais, mas defendeu um controle na criação de polos para não haver baixa na qualidade. “Muita gente não estuda porque não há curso presencial. Então, com o ensino à distância, o estudante consegue estudar morando no interior. Mas precisa haver uma regulação para que a expansão seja organizada” declarou.

Por fim, disse que as normas referenciais em formulação precisam se adequar a realidade multicultural do país e elogiou o grupo de trabalho. “Há um equilíbrio de forças no grupo para que seja um trabalho de qualidade. Não é só o MEC, não é só o mercado. Eu saio daqui tranquilo, pois tenho certeza da qualidade do que está sendo feito”, finalizou.

O grupo de trabalho tem o prazo de 120 dias, a partir da publicação da portaria, para conclusão das atividades. A portaria foi publicada em 5 de julho deste ano.

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