Deputado Celso Jacob participa de debate na TV Câmara sobre casos de estupro coletivo

Programa Câmara Debate abordou episódios que aconteceram no Rio de Janeiro e no Piauí.

O deputado federal Celso Jacob (PMDB/RJ) participou, na última semana, do programa Câmara Debate, da TV Câmara. O parlamentar foi convidado como membro da comissão externa formada para acompanhar de perto a apuração dos recentes casos de estupro coletivo no Rio de Janeiro e no Piauí e debateu sobre a formulação de políticas para combater o que tem sido chamado de cultura do estupro.

Depois dos recentes casos, o governo federal formou um grupo de diversas áreas para formular protocolos de combate ao crime e de atendimento às vítimas. No Congresso discute-se o aumento de penas do agressor. O programa também teve participação do deputado federal Dr. João (PR/RJ). “A Câmara reagiu após a divulgação desses fatos. Temos que fazer um amplo estudo para trabalhos preventivos, tentar entender o que podemos fazer, sociedade e estado, para que fatos assim não aconteçam de forma corriqueira, não podemos aceitar”, destacou Celso Jacob.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é estuprada no Brasil a cada 11 minutos. No entanto, o número pode ser ainda maior, já que parte das vítimas não chega a denunciar. “No primeiro momento a vítima tem medo de ser exposta, prefere sofrer calada. Ela precisa saber que vai ter solução, que os criminosos serão punidos e a justiça será feita. É essa história que precisa mudar. Temos que trabalhar a família, a sociedade, enfim, entender que a vítima precisa de apoio. O caso ocorrido no Rio de Janeiro passaria batido se não fosse aquele vídeo do celular”, acrescenta.

Sempre ligado à educação, o deputado também acredita que os debates devem ocorrer dentro das escolas com o objetivo de conscientizar homens e mulheres. “É um trabalho em conjunto da família com a escola. Tentaram passar que a menina fazia isso normalmente, como se isso pudesse ser aceito. É um absurdo. A mulher pode permitir dez vezes, mas quando não consentir, deve ser respeitada. A sociedade precisa aprender a apoiar e não a julgar. A comissão vai estudar dentro de tudo isso, da prevenção à punição. Esses casos podem ser motivadores para elaborarmos leis, mas não podemos fazer leis para atender exclusivamente a um caso. A legislação deve ser ampla”, finalizou Celso Jacob.

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